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COLECIONADOR DE TEMPO
Autor(a): Antonio Carlos Augusto Gama
ISBN: 978-85-63853-96
Lançamento: 07/11/2016
Formato: 14 x 21cm
90 paginas
Preço: R$35,00
CARTA AO POETA
 
 
Gilberto de Mello Kujawski
 
 
Antonio Carlos Augusto Gama, sensibilidade de altíssima voltagem, responde pelo blog, Estrela Binária, um dos mais inteligentes e de mais bom gosto que circulam na internet.
Pediu-me o prefácio de seu livro, “Colecionador de Tempo”, que o leitor tem à vista. Como não sei fazer prefácios, escrevi-lhe uma carta, que segue à guisa de prefácio. 
 
O título
 
Esclarece o próprio autor: “O título ‘Colecionador de Tempo’ me veio ao ler uma carta de Drummond para Cyro dos Anjos, na qual agradecendo ao amigo os cumprimentos pelos 60 anos, escreveu: ‘Veja só que grande colecionador de tempo vou me tornando...’.
Quando comecei a selecionar os poemas (creio que você já conhece a grande maioria) e lhes dar alguma ordem, percebi que muitos deles, direta ou indiretamente, falam do tempo, do seu fluir (para trás e para frente), das maneiras como o apreendemos, o que no fundo se confunde com o nosso próprio existir. Como Borges, sempre tive uma espécie de obsessão por tudo isso, mas não havia me dado conta de como o tema fosse tão recorrente nos meus poemas. Esta é a unidade ou estrutura cambaleante que acabou me direcionando na organização.
De entremeio, para dar alguma leveza, coloquei alguns poemas brevíssimos, epigramáticos, quase haikais, que creio bem representativos daquilo que faço. Meu pai (a quem não mostrei ainda o projeto) já me criticou a brevidade dos poemas, dizendo naquele jeito, bem dele, que eu deveria experimentar comer um boi inteiro, em vez de só lambiscar frugalmente. O mais engraçado é que num dos livros de poemas dele há um subtítulo ‘O poeta frugal’. Reconheço ser um poeta frugalíssimo, mas é assim que sei (ou consigo) escrever. Admiro os longos poemas, as epopeias, os poetas substanciosos e fartos, mas minha navegação é mesmo de cabotagem (...).”
Isto posto, tenho a dizer que não concordo em nada com o que acaba de dizer o poeta a respeito de sua poesia. “Navegação de cabotagem”, “poeta frugal ou frugalíssimo”? Admitamos que sim. Mas, em seguida, proclamo com máxima certeza e energia, que sua poesia, Antonio, não se enquadra em nada do que existe com este nome em nossa língua. Frugal, você pode ser. Mas por trás dessa frugalidade o que existe é a preocupação obsessiva com a economia da palavra. Navegação de cabotagem é a que se faz com a terra à vista, ao longo da costa, ampliando o ângulo visual, de modo a incluir mar, céu e terra na mesma visão, o que é um ganho e não uma perda. A sobriedade do seu verso é rica, riquíssima, e lembra aquele aviso muito conhecido: “descreve tua aldeia e nela incluirás o universo”. 
 

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