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Lado B
Autor(a): Rodrigo Ziviani
ISBN: 978-85-63853-56
Lançamento: 16/04/2014
Formato: 11cm X 21cm
104 paginas
Preço: R$20,00

Aprendendo a viver

Quando terminei a faculdade de Direito, prometi a mim mesmo um ano de descanso. Apenas um intervalo para colocar as ideias em ordem. Não queria ser advogado. Nem promotor, juiz ou procurador. Nada contra. O Direito é apaixonante, mesmo para aqueles que não se interessam em passar o resto da vida vestindo terno e gravata em escritórios e fóruns. Foi com meus professores engravatados, aliás, que aprendi a enxergar o mundo sob vários prismas, a questionar, a acreditar que nem tudo é o que parece. Valeu. No entanto, nunca tive dúvidas de que seria jornalista.

No “O Jornal de Batatais”, em minha cidade natal, consegui meu primeiro emprego como repórter. O Jornalismo estava na veia. Buscar a notícia, prezar pela objetividade, caprichar na redação, escolher as fotos certas, apreciar o exemplar impresso, admirar os acertos, corrigir os erros. Tudo isso me dava muita satisfação. Mesmo com a exigência do diploma para jornalista em discussão, não queria me acomodar. Agarrei novamente os cadernos e voltei aos bancos escolares. Minha grande descoberta, contudo, não se daria no campo das letras, e sim no humano.

No primeiro dia de aula, entrei sisudo. Queria me concentrar nos estudos.
Na metade do curso, a turma estava reduzida à metade. Éramos 20, os que realmente queriam cruzar a linha de chegada. Esse pessoal, aos poucos, quebrou meu gelo e amoleceu meu coração.

Os churrascos e bebedeiras, que antigamente não me despertavam qualquer interesse, tornaram-se programas obrigatórios, carinhosamente batizados de “reuniões de pauta”.

Aprendi a gozar da companhia sem reclamar da música sertaneja. Aprendi que é impossível evitar comentários a meu respeito, bons ou maus. Mas que o falatório logo se perde num aperto de mão, numa risada, numa balada, numa alegria. Aprendi a respeitar de fato as diferenças, algo que sempre cobrei dos outros, mas que nunca havia adotado na prática. Aprendi que as grandes lições, imunes ao tempo e à distância, são as dos corredores, as dos finais de semana, as que podemos vivenciar além dos muros da universidade.

O último encontro foi emocionante. Um dos colegas me abraçou e me chamou de irmão. Meu coração ficou tão miúdo e tão grande ao mesmo tempo.

O curso de Jornalismo me trouxe o diploma e tesouros. Sou, graças a essa experiência, um ser humano melhor, ávido por um churrasquinho em que o prato principal não se come, mas alimenta a alma.
Muitos de vocês, meus amigos, não vejo desde o baile de formatura. Não importa. Vamos sempre celebrar nossa conquista, de perto ou de longe. O que dividimos foi precioso. Aprendi a viver melhor. E a escrever com mais sentimento. As crônicas deste primeiro livro são prova disso. Que a vida nos permita mais reencontros. Obrigado, irmãos.

Rodrigo Ziviani

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