Receba as novidades por e-mail!
Home | Sobre | Livros | Autores | Notícias | Conselho Editorial | Contato
A Tartaruga no Meio da Noite
Autor(a): Cleido Vasconcelos
ISBN: 978-85-63853-01
Lançamento: 04/12/2010
Formato: 14cm X 21cm
128 paginas
Preço: R$25,00

Sutileza. Essa é a essência das crônicas-contos-memórias do Cleido. Sutileza com pitadas de auto-ironia, principalmente porque não é todo dia que se enterra o pai: nem todo o sempre que a morte atravessa a alma como uma navalha, tão afiada que corta sem doer. Mas o fino humor tempera o texto e a vida corre sem autopiedade.

Atualmente estamos rodeados de cronistas por todos os sites. Mas nem todos conseguem ver (e escrever) através das colunas gregas. As crônicas de Cleido são leves e soltas, descompromissadas com a seriedade literária e portanto, cronicamente em desordem atemporal, isto é, são deliciosos retalhos da vida interior. Uma desordem que se organiza na unidade do texto, despretensiosamente, apenas contando uma história, que é um sentimento, uma sensação das coisas, perpassada por um viés cultural clássico, ou seja, sempre moderno, atual, para atingir o universo intelectual do leitor minimamente familiarizado com uma cultura humanística. Assim, estamos falando de todos nós, gregos e baianos, que viemos de Roma.

Conheci o Cleido quando era  garoto. Chegou na redação do jornal, puxado pela mão do pai, que se orgulhava do filho prodígio, desenhista de histórias em quadrinhos – o velório paterno rendeu um belo texto da chamada incomunicabilidade humana e amor estrangulado, mas não morto. Publiquei algumas tiras do moleque Cleido, acho que ele foi um dos primeiros quadrinistas mirins a ser publicado no Brasil.

Depois me perdi dele. Nunca mais o vi. De repente, aparecem-me esses textos e pedem-me um prefácio. Para que prefácio? Sou contra. Prefácio é muleta literária e o costume é procurar um medalhão de certo nome, geralmente uma besta, para justificar a publicação de quem se lança nas letras. Ora, Cleido não precisa disso. Seus textos são excelentes e tão impregnados de um estilo simples e ao mesmo tempo sofisticado, que ganham o leitor de cara. Textos que se escreveram musicalmente, não no sentido poético, mas com a poesia imaginária de sons, na cena muda.

É isso. Cleido é um escritor antenado, mas desligado dos rituais da escrita, se é que me entendem. As palavras fluem anarquicamente e se unem na ordem unida da vida sonhada e perdida de todos nós. É mais que suficiente: essas crônicas-contos dão muito mais do que prometem. Suas entrelinhas são as linhas.

 

Júlio José Chiavenato

 

Outros livros desta categoria:

Lado B
De: Rodrigo Ziviani
A Caixinha do Nada
De: Matilde Leone
Outras Histórias
De: Ruy Marques Ferreira
Nada não, só câncer
De: Júlio José Chiavenato
Apoteose dos Gatos
De: Ademir Martins
Pequena Pausa para um Susto
De: Carmen Cagno
www.editoracoruja.com.br ® Todos os direitos reservados | Política de Privacidade | Contato
Desenvolvido por